O tango de Chiquinha Gonzaga, composto no fim do século XIX e depois conhecido como "Corta-jaca", provocou crise política em 26 de outubro de 1914: Nair de Teffé, mulher do presidente Hermes da Fonseca, executou-o ao violão numa recepção do Palácio do Catete. O senador Rui Barbosa atacou o episódio no Congresso e chamou o maxixe de dança grosseira. O escândalo expõe o racismo e o preconceito de classe que cercavam os gêneros populares e marca a entrada da música de rua nos salões do poder.1
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