Samba de Adoniran Barbosa, «Trem das onze» narra a dificuldade de conciliar o encontro amoroso, o último trem e a responsabilidade com a mãe. Gravado pelos Demônios da Garoa em 1964, ganhou o concurso carnavalesco do Rio de Janeiro em 1965. A distância entre casa e outros espaços da cidade entra na canção por uma experiência cotidiana de transporte e vínculos familiares.1 Na leitura da historiadora Maria Izilda Santos de Matos, a obra de Adoniran incorpora o falar ítalo-paulistano-caipira e as experiências de uma cidade transformada por migrações e obras; essa mistura dá forma ao samba paulista, sem torná-lo expressão de uma única origem.2
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