O samba «Ai que saudades da Amélia», de Ataulfo Alves e Mário Lago, saiu em disco em 1942 na voz do próprio Ataulfo, com seu conjunto Academia do Samba e introdução do bandolim de Jacob Bittencourt, depois de vários intérpretes recusarem a composição, e fez sucesso no carnaval. Nascida de uma anedota sobre uma lavadeira real e num momento em que o governo Vargas pressionava o samba a exaltar o trabalho, a canção transformou em refrão nacional a figura da companheira submissa — e a crítica que a letra embute.1
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